quarta-feira, 27 de maio de 2009

Eu não vou me acostumar


Essa semana, estava indo para o meu trabalho ( que temporariamente é em Mairiporã como Contadora de Histórias ... ) e me deparei com um homem caído ao chão.
O motorista do ônibus em que eu estava, parou e ao ver o que estava acontecendo, descobrimos que ele foi baleado. Ele morreu alí. No local. No momento. Na minha frente ...

Foi difícil, está sendo difícil. Não o conhecia, não sei se seu nome é Zé, João ou Tadeu, se tem filho, se é orfão, se é ladrão.

Não importa o que ele é ou melhor, quem foi. O que importa é que é uma vida e eu tenho sim que me abalar com isso.

Eu não vou me acostumar e achar que isso é normal. NÃO É NORMAL .

Alguém levar um tiro no coração às 8 horas da manhã na porta de casa não é aceito.

A cada dia mais eu agradeço à Deus pelas profissões que escolhi e sei que da minha forma, estou fazendo algo para mudar isso. Seja com algum espetáculo, com alguma história que conto. Seja com algum texto que escrevo ou alguma atividade que passo. Estou colocando do meu jeito uma semente de algo bom no coração de alguma criança, semente de um futuro.

Que espero que seja bem melhor do que esse futuro presente em que vivemos.

Que se acostumar com perdas seja somente em jogos de brincadeira.

Yo hubiera dicho ...


Para usted ...